quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Confissão




"Deixas-me o corpo em guerra e não sei se quero chegar a alguma reconciliação.
Gosto do prazer assim, inteiro. Mais pragmático que romântico.
Já percebeste que sou pouco pudico! Não gosto de sensações amordaçadas nem intimidades contidas! Gosto de te morar e que te demores em mim, assim… sem zonas delimitadas ou espaços por ocupar.
Adoro a nossa linguagem!.. A língua a tratar o corpo por tu principalmente!
O olhar perfeito e sem sotaque, da boca a morder e um orgasmo a chegar…queres falar?
Fazer amor é ceder o corpo ao toque, mergulhar no outro e explodir por dentro.
E tu meu amor?! – Queres fingir ou desmoronar o teu corpo em mim?
-Vem! Estou aqui, Como se agora fosse para sempre e o amanhã uma eternidade para chegar.
Tranca a porta e perde a chave! Assim ninguém vai desertar ou delirar para lá das paredes.
Diz-me que estás em guerra, que a cama é apenas um pretexto para me fazeres prisioneiro entre as tuas pernas. Se não me queres como herói, deixa-me apenas ser quem sou… um vilão inquieto e desobediente. Não te defendas nem resistas, porque o prazer para o ser quer-se forte, feroz e sem extinção. Entre o grito e a vertigem,… o desassossego primeiro e depois a alucinação!
Podemos começar? – ou preferes palavras bonitas para ficar a olhar?
Despe-te de cerimónias, desnuda-te … Anda, vamos fazer asneiras! Não te rendas.
O sexo é uma guerra onde quero tudo menos paz!"



Telmo Mendes

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Gosto...


Quando me deixas explorar zonas em conflito
Quando entregas o teu corpo à mercê do inimigo
Quando fechas os olhos e me deixas liderar a galopada
Gosto...
Da maneira como mordes o lábio inferior tentando suster o grito de vitória.
Gosto de sentir-te assim... vulnerável e tão meu...

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Desejos de fim de dia


Gosto quando me arrancas a roupa e me atiras contra a parede
O contraste entre a parede fria e o teu corpo quente alertam os meus sentidos fazendo-me explodir de desejo.
Enquanto me ergues, abro as pernas e entrelaço-as nas tuas nádegas.
Gosto da sensação de estar bem aberta... adoro os minutos que antecedem a penetração total, aqueles momentos em que te roças... aquela fracção de tempo em que te sinto crescer de prazer.
Depois... ahhh depois entras em mim com vigor... 
Enterras o teu sexo bem fundo e as minhas entranhas explodem de prazer.
A cada estocada o paraíso abre as portas e convida-me a entrar, e eu fico ali... no limbo, apenas gozando e adiando a entrada.
Conheces-me como ninguém... em alguns minutos levas-me do purgatório ao céu.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015


Anda, vem e come-me.
Seria insultuoso se me amasses suavemente. 
Quero que as tuas mãos se estendam diabolicamente pelo meu sexo. 
Quero a obscenidade do teu orgasmo. 
Quero o egoísmo do teu corpo. 
Quero(te) e ponto!

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Abraça-me




Podemos fingir quase tudo. 
Há quem simule prazer, beijos, sentimentos e até relacionamentos inteiros. Há quem seja mestre nessa arte. 
Há quem tenha tanto jeito para fingir amor que até eles próprios acabam a acreditar. 
Mas um abraço não se consegue fingir. 
Um abraço sentido, sincero, visceral é impossível de simular.
Repousar da vida e do mundo nos braços de quem se ama... não tem preço nem descrição possível.