Envolveu-se nela e sentou-a no sofá daquela casa
deserta. Despiram-se de tudo, menos do desejo que lhes levava o corpo e
a alma ao fogo do inferno. Ela estava indefesa, entregue. Deitada,
esperando-o dentro dela. E ele obedecia. Lia o calor da sua pele e
empurrava-a contra si em investidas que eram de paixão, de raiva, de
tesão. E de muito mais coisas que ele desconhecia. Depois parava. Com os
lábios, procurava o sabor da vontade das entranhas dela. Embriagava-se e
voltava a perder-se. O mundo, para além daquela fêmea que se estendia e
contorcia por ele e só por ele, apagara-se todo duma só vez. Voltaria
alguma vez a existir?
quinta-feira, 17 de março de 2016
quinta-feira, 29 de outubro de 2015
Confissão
"Deixas-me o corpo em guerra e não sei se quero chegar a alguma reconciliação.
Gosto do prazer assim, inteiro. Mais pragmático que romântico.
Já percebeste que sou pouco pudico! Não gosto de sensações amordaçadas nem intimidades contidas! Gosto de te morar e que te demores em mim, assim… sem zonas delimitadas ou espaços por ocupar.
Adoro a nossa linguagem!.. A língua a tratar o corpo por tu principalmente!
O olhar perfeito e sem sotaque, da boca a morder e um orgasmo a chegar…queres falar?
Fazer amor é ceder o corpo ao toque, mergulhar no outro e explodir por dentro.
E tu meu amor?! – Queres fingir ou desmoronar o teu corpo em mim?
-Vem! Estou aqui, Como se agora fosse para sempre e o amanhã uma eternidade para chegar.
Tranca a porta e perde a chave! Assim ninguém vai desertar ou delirar para lá das paredes.
Diz-me que estás em guerra, que a cama é apenas um pretexto para me fazeres prisioneiro entre as tuas pernas. Se não me queres como herói, deixa-me apenas ser quem sou… um vilão inquieto e desobediente. Não te defendas nem resistas, porque o prazer para o ser quer-se forte, feroz e sem extinção. Entre o grito e a vertigem,… o desassossego primeiro e depois a alucinação!
Podemos começar? – ou preferes palavras bonitas para ficar a olhar?
Despe-te de cerimónias, desnuda-te … Anda, vamos fazer asneiras! Não te rendas.
O sexo é uma guerra onde quero tudo menos paz!"
Gosto do prazer assim, inteiro. Mais pragmático que romântico.
Já percebeste que sou pouco pudico! Não gosto de sensações amordaçadas nem intimidades contidas! Gosto de te morar e que te demores em mim, assim… sem zonas delimitadas ou espaços por ocupar.
Adoro a nossa linguagem!.. A língua a tratar o corpo por tu principalmente!
O olhar perfeito e sem sotaque, da boca a morder e um orgasmo a chegar…queres falar?
Fazer amor é ceder o corpo ao toque, mergulhar no outro e explodir por dentro.
E tu meu amor?! – Queres fingir ou desmoronar o teu corpo em mim?
-Vem! Estou aqui, Como se agora fosse para sempre e o amanhã uma eternidade para chegar.
Tranca a porta e perde a chave! Assim ninguém vai desertar ou delirar para lá das paredes.
Diz-me que estás em guerra, que a cama é apenas um pretexto para me fazeres prisioneiro entre as tuas pernas. Se não me queres como herói, deixa-me apenas ser quem sou… um vilão inquieto e desobediente. Não te defendas nem resistas, porque o prazer para o ser quer-se forte, feroz e sem extinção. Entre o grito e a vertigem,… o desassossego primeiro e depois a alucinação!
Podemos começar? – ou preferes palavras bonitas para ficar a olhar?
Despe-te de cerimónias, desnuda-te … Anda, vamos fazer asneiras! Não te rendas.
O sexo é uma guerra onde quero tudo menos paz!"
Telmo Mendes
quinta-feira, 22 de outubro de 2015
segunda-feira, 19 de outubro de 2015
quinta-feira, 15 de outubro de 2015
sexta-feira, 18 de setembro de 2015
Desejos de fim de dia
Gosto quando me arrancas a roupa e me atiras contra a parede
O contraste entre a parede fria e o teu corpo quente alertam os meus sentidos fazendo-me explodir de desejo.
Enquanto me ergues, abro as pernas e entrelaço-as nas tuas nádegas.
Gosto da sensação de estar bem aberta... adoro os minutos que antecedem a penetração total, aqueles momentos em que te roças... aquela fracção de tempo em que te sinto crescer de prazer.
Depois... ahhh depois entras em mim com vigor...
Enterras o teu sexo bem fundo e as minhas entranhas explodem de prazer.
A cada estocada o paraíso abre as portas e convida-me a entrar, e eu fico ali... no limbo, apenas gozando e adiando a entrada.
Conheces-me como ninguém... em alguns minutos levas-me do purgatório ao céu.
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