quinta-feira, 21 de abril de 2016

Os criminosos regressam sempre ao local do crime.



E por vezes até ousam repeti-lo.
Com redobrado requinte e saber. 
Matam assim, mais uma vez.
Com a mestria e afinação de quem toca um violino caro.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Não a amavas



Apenas não querias estar sozinho. 
Ou talvez, talvez ela te fizesse bem ao ego. 
Ou talvez ela te fizesse sentir melhor acerca da tua vida miserável, mas não a amavas, porque não se destrói a pessoa que se ama.



segunda-feira, 11 de abril de 2016

Desabafos de outrém


"Eu escolho um homem que não duvide da minha coragem,
que não me acredite inocente,

que tenha a coragem de me tratar como uma mulher."

[Anais Nin]


terça-feira, 5 de abril de 2016

Espera...




 Vou acender as velas. O incenso já está a queimar. Esse CD que aí está... coloca-o a tocar. Sabes que o som do saxofone me desperta os sentidos. A ti também. Só faltam os copos de vinho tinto. Hoje quero todos os clichés dos amantes. Fazemos um brinde? Não precisamos de ser originais. Vamos ouvir a música, beber um pouco. Conversar. Rir. Seduz-me como se fosse a primeira vez. Sabemos que vamos acabar na cama. Mas sabíamos isso desde o primeiro encontro. Por isso, vamos aproveitar a noite. O ambiente perfeito. Quero-te todo, de todas as formas. Agora beija-me.

quinta-feira, 31 de março de 2016

Já o sabiam há muito.



 Era pelas leis da Física que as suas contas batiam sempre certo. Não havia equação que ficasse por resolver quando o desejo lhes falava. E era certo que estranhos fenómenos aconteciam com a proximidade dos corpos. Mãos, beijos, pele e saliva. Faziam descobrir poderosos campos electro-magnéticos que lhes controlavam movimentos, sons e vontades. Como se não houvesse sequer outra hipótese. Nada se perdia e tudo se transformava. Desafiavam teorias. Revolucionavam descobertas. Partes dele que orgulhosamente contrariavam a força da gravidade. E sistemas hidráulicos que magicamente se accionavam nela.
Depois era só juntar as variáveis e deixar fluir a termo-dinâmica do momento. Testavam-se todas as fórmulas e inventavam-se mais umas quantas.
Perverso...? Isso é relativo.


terça-feira, 29 de março de 2016

Segredos meus



Do Amor nada quero agora. Ele que me bata à porta noutro dia qualquer. Mas a paixão... sem a paixão eu não sei viver. Porque o meu sangue precisa de ferver para correr mais vivo. E a minha alma precisa do arrepio profundo para acordar mais forte. São os descompassos desta loucura que me fazem sentir sã. E são as intermitências deste sentir intenso que me alimentam o ser. 
Por isso... não me ames ainda.