Quando falamos ele foi simpático. Não muito extrovertido mas não tão sério como parecia crer. Não estive lá muito tempo e os nossos turnos não eram muito coincidentes pelo que não foi rapaz que me ficou na cabeça por muito tempo. Mas o facebook impulsiona-nos a outras coisas. Isto de ter a informação ali à mão de semear tem tanto de fácil e pouco encantador como de encorajante. Sim, fui eu que fiz o pedido de amizade. Sim, fui eu que comecei a conversa com a mensagem de feliz aniversário (esta foi dada de graça, como recusar?). Guilty! A conversa foi mais fácil do que alguma vez pensei que pudesse ser. E em poucos dias trocamos números de telefone, e entre outros tão poucos marcamos o primeiro encontro.
Não vale a pena detalhar muito mais. O N. foi um vamos-lá-ver-no-que-isto-dá sabendo de antemão que não daria em nada.
Inicialmente foi físico mas nunca tão físico quanto se fazia esperar. Era divertido e tinha bom coração. Pelo menos sempre o achei. Fazia-se à vida que por si só já era uma achado na minha vida. Tirava os meus pés do chão fácil fácil e nas entrelinhas fui percebendo que de quando em vez imaginava-me no seu futuro. Assustou-me. Porque tive o mesmo tempo que ele e nunca o consegui imaginar no meu. Tinha um jeito um pouco infantil e um outro demasiado descuidado com as atitudes e palavras que me afastava sempre que eu fazia um esforço para me aproximar. Concluí que era mais um que me poderia fazer feliz, sim, mas dentro de quatro paredes. E se antes isso não foi suficiente, claramente dessa vez muito menos. Ou simplesmente o amor não aconteceu. Para o meu lado.
Não terminamos. Fomos terminando. Fui terminando. Mas sempre referi que não queria ficar de mal com ele.
- Amigos?
Estúpida. Alguma vez se pede isto a alguém que gosta mais do que nós?






