A química é de enorme
sofreguidão, de excitante combustão, de apaixonante turbulência e desejo imediato,
outras vezes é uma lenta e pura degustação de prazeres… em demoradas
envolvências e lentas absorções de toques, mimos, beijos e pele… e por qualquer
uma das duas vale a pena sentir, viver e amar….
segunda-feira, 9 de janeiro de 2017
quarta-feira, 4 de janeiro de 2017
...
Os nossos corpos vão-se habituando um ao outro... Começamos a explorar recantos até então desconhecidos, sentindo o efeito
conjunto da pele e vamos comprovando aquilo que sempre desconfiáramos:
Somos compatíveis...encaixamos.
Encontramos novos gestos, sabores, cheiros e sons
combinados, vamos criando, sem pressas, sintonias que sabemos resultarão
numa banda sonora que iremos querer escutar incessantemente.
sábado, 31 de dezembro de 2016
Adeus 2016, bem vindo 2017
Tive um dos maiores sustos da minha vida, mexendo com pessoas que eu gostaria que fossem intocáveis. Tive a morte, várias vezes, mais perto do que contava mas não tão perto quanto me fez temer daqui por diante. Foi duro mas foi apenas uma metade de ano que me ensinou a ter ainda mais fé. Concretizei sonhos e comecei a consolidar outros. Conheci pessoas que gostaria de trazer para minha vida, entrei na vida de quem se mostrou das melhores conquistas do meu ano. Ganhei um medo louco de perder quem achei que nunca perderia ou se afastaria e iniciei uma luta negra contra ele. Chorei sem testemunhas, senti dor no peito, ri até doer a barriga, criei tantas histórias antes de conseguir adormecer. Tornei-me mais independente e nem sempre o vi como algo bom. Ganhei novas paixões que pela primeira vez não tenho necessidade de revelar. Rezei, nunca o suficiente mas rezei. Duvido que tenha havido brilho nos olhos mas houveram abraços bons, surpresas boas, sorrisos sinceros. Continuei confusa, apressada, ansiosa, não foi desta que abrandei. Desmotivei mas sem nunca querer abandonar o barco. Saltei dele algumas vezes mas não houve uma única em que não conseguisse emergir. A solidão atacou-me às vezes mas houveram companhias que souberam surpreender. Continuei à espera da última dança mas percebi que era a única falta, pelo que impedi a mim mesma de me queixar. Não posso dizer que tenha sido o melhor ano mas não foi de todo mau, e isso ensinou-me muito sobre paciência, coragem e acreditar. Conquista e sobrevivência são o seu nome.
Obrigada 2016, bem-vindo 2017.
quinta-feira, 29 de dezembro de 2016
segunda-feira, 26 de dezembro de 2016
O duelo entre eles começara vários meses antes. Só depois de muitas
batalhas tinham percebido que eram, afinal, two of a kind. A luta deu
então lugar às tréguas. As tréguas transformar-se-iam em paixão. E a
paixão decretara finalmente a paz. Deram por esquecida, a lei que dizia
que apenas um poderia sobreviver. Mas secretamente, cada um deles se
acreditava dono da situação. Sentiam-se seguros por detrás do delicado
véu da ilusão que tinham criado. Só quando repararam nas espadas que
ainda seguravam nas mãos, é que o choque os trouxe de volta.
Pressentiram o frio da lâmina a arrepiar-lhes o pescoço. Apeteceu-lhes
fugir, mesmo querendo tanto ficar. Despiram o escudo e mostraram-se
vulneráveis um ao outro. Ela olhou-o nos olhos uma última vez, e fez o
que tinha de ser feito. O silêncio foi cortado pelo som metálico da sua
espada a cair no chão. Por opção, desarmara-se perante ele. Ainda sentia
medo, mas já não se importava. Não sabia porquê, mas acreditava numa
coisa... Talvez o mundo tivesse lugar para dois imortais.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2016
Pequenas histórias de encantar...
Saíram do carro e subiram as escadas, enquanto gracejavam sobre o
kitsch da decoração. Como era a primeira vez dela num sítio daqueles,
quis vasculhar cada cantinho. As riscas da sua camisola brilhavam de
forma estranha sob a negra luz que intoxicava o ambiente de tentação.
Quando deu por terminada a busca sentou-se, esperando-o
convidativamente. Brincaram e conversaram. Depois conversaram e
brincaram mais ainda. Aquele sofá tinha a medida perfeita do
desejo, encheu-se de sons e de fluídos. As unhas dela cravaram-se nas
costas dele. Os dentes dele marcaram-lhe o pescoço. Sem parar, o tecto
espelhado replicava os dois corpos dançantes, mostrando uma imagem
cruamente bela e perturbadora. Ela serviu-se de champagne no peito dele.
Ele estremeceu os recantos dela com o gelo do frappé. Apeteceram-se,
abusaram-se e cansaram-se. Tanto. Tudo. E no fim descansaram, ainda
ligados um no outro.
terça-feira, 6 de dezembro de 2016
Não gosto de amor lamechas...
De
clichés antigos ou rimas demasiado sonoras.
Soa a amor forçado, a amor
preguiçoso.
Cada um ama como quer, eu apenas não amo assim.
Prefiro meias palavras, sabendo perfeitamente a sua outra metade. Prefiro
as entrelinhas e as indirectas que, por nos fazer balançar, de retorno só levam
uma troca de olhares. Gosto das frases provocadoras, das respostas sem tempo de
contra-ataque e de sussurros constrangedores que fazem ansiar por uma outra
hora. Gosto de termos próprios que por si só nos identificam e de muitos outros
que por não serem ditos a tempo inteiro os tornam tão especiais. De jogos só
por brincadeira, só porque nos apetece. De usar as palavras, o silêncio e o
olhar para tocar e desejar. Provocar, seduzir, surpreender.
Prefiro o amor
inteligente, gosto de amor original.
Sim, eu sei, por vezes romantizo
muito… mas não é um romance qualquer.
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