terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Há quem escreva melhor que eu...


"É também o que eu saboreio no Amor, em todas as formas de Amor: saboreio a presença física, saboreio o presente e o corpo. Sim, os homens são como crianças grandes. Partem, e eu não os retenho. São livres - tomam liberdades, não há Amor, só há provas de Amor, não é? O corpo é a única prova de Amor - ou não. Não é a única: os homens livres podem partir, e por vezes ficam.
Eis a mais bela prova de Amor: assumir a liberdade de ficar quando se poderia partir."

In Naqueles Braços de Camille Laurens

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

É urgente fazer amor



Quero sentir-te
Quero estar contigo
Sentir a humidade da tua língua no meu corpo
Sentir as tuas mãos a penetrar nos meus sentidos
Quero que me deixes louca
Faz-me delirar de prazer
Faz-me tua loucamente
Mostra-me todo a tua sabedoria
Ensina-me a ser feliz


segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Por vezes...





A química é de enorme sofreguidão, de excitante combustão, de apaixonante turbulência e desejo imediato, outras vezes é uma lenta e pura degustação de prazeres… em demoradas envolvências e lentas absorções de toques, mimos, beijos e pele… e por qualquer uma das duas vale a pena sentir, viver e amar….

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

...




Os nossos corpos vão-se habituando um ao outro... Começamos a explorar recantos até então desconhecidos, sentindo o efeito conjunto da pele e vamos comprovando aquilo que sempre desconfiáramos: Somos compatíveis...encaixamos. Encontramos novos gestos, sabores, cheiros e sons combinados, vamos criando, sem pressas, sintonias que sabemos resultarão numa banda sonora que iremos querer escutar incessantemente.



sábado, 31 de dezembro de 2016

Adeus 2016, bem vindo 2017



Tive um dos maiores sustos da minha vida, mexendo com pessoas que eu gostaria que fossem intocáveis. Tive a morte, várias vezes, mais perto do que contava mas não tão perto quanto me fez temer daqui por diante. Foi duro mas foi apenas uma metade de ano que me ensinou a ter ainda mais fé. Concretizei sonhos e comecei a consolidar outros. Conheci pessoas que gostaria de trazer para minha vida, entrei na vida de quem se mostrou das melhores conquistas do meu ano. Ganhei um medo louco de perder quem achei que nunca perderia ou se afastaria e iniciei uma luta negra contra ele. Chorei sem testemunhas, senti dor no peito, ri até doer a barriga, criei tantas histórias antes de conseguir adormecer. Tornei-me mais independente e nem sempre o vi como algo bom. Ganhei novas paixões que pela primeira vez não tenho necessidade de revelar. Rezei, nunca o suficiente mas rezei. Duvido que tenha havido brilho nos olhos mas houveram abraços bons, surpresas boas, sorrisos sinceros. Continuei confusa, apressada, ansiosa, não foi desta que abrandei. Desmotivei mas sem nunca querer abandonar o barco. Saltei dele algumas vezes mas não houve uma única em que não conseguisse emergir. A solidão atacou-me às vezes mas houveram companhias que souberam surpreender. Continuei à espera da última dança mas percebi que era a única falta, pelo que impedi a mim mesma de me queixar. Não posso dizer que tenha sido o melhor ano mas não foi de todo mau, e isso ensinou-me muito sobre paciência, coragem e acreditar. Conquista e sobrevivência são o seu nome. 
Obrigada 2016, bem-vindo 2017.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016


O duelo entre eles começara vários meses antes. Só depois de muitas batalhas tinham percebido que eram, afinal, two of a kind. A luta deu então lugar às tréguas. As tréguas transformar-se-iam em paixão. E a paixão decretara finalmente a paz. Deram por esquecida, a lei que dizia que apenas um poderia sobreviver. Mas secretamente, cada um deles se acreditava dono da situação. Sentiam-se seguros por detrás do delicado véu da ilusão que tinham criado. Só quando repararam nas espadas que ainda seguravam nas mãos, é que o choque os trouxe de volta. Pressentiram o frio da lâmina a arrepiar-lhes o pescoço. Apeteceu-lhes fugir, mesmo querendo tanto ficar. Despiram o escudo e mostraram-se vulneráveis um ao outro. Ela olhou-o nos olhos uma última vez, e fez o que tinha de ser feito. O silêncio foi cortado pelo som metálico da sua espada a cair no chão. Por opção, desarmara-se perante ele. Ainda sentia medo, mas já não se importava. Não sabia porquê, mas acreditava numa coisa... Talvez o mundo tivesse lugar para dois imortais.