sexta-feira, 17 de abril de 2015

yin-yang


Ela achava intrigante e fascinante. Ele provocava-lhe aquela alternância drástica, mas tão natural, entre os dois extremos de si.
Primeiro, a tempestade. A vontade de lhe cravar as garras até magoar. As ordens urgentes... "Fode-me!". 
E os pedidos suplicantes... "Não pares!" 
As palavras ditas num misto de grito e sussurro. As pernas cruzadas em torno da cintura dele. A empurrá-lo mais e mais para dentro. Até ao limite do impossível. A necessidade de lhe sentir a força. Olhar nos olhos. Naquele momento ser apenas fêmea e macho. Com o objectivo primordial do prazer.
E depois... segundos depois, a serenidade plena. A vontade de se enroscar no colo dele. Como um gatinho. E ali descansar. E ali ficar protegida.
Inexplicável...

5 comentários:

  1. Quando a luxuria erótica se elava ao pensamento acontecem poemas divinos como o aqui apresentado.
    A imagem é de um erotismo fascinante
    .
    Bom fim de semana
    Deixo cumprimentos
    .
    http://deliriosamoresexo.blogspot.pt/

    http://deliriosdeamoresexo.blogs.sapo.pt/

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